A importância do crescimento e desenvolvimento dento-oro facial

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A importância do crescimento e desenvolvimento dento-oro facial

Os estudos antropométricos vêm sendo relatados a longa data, e em 1492 Da Vinci já os demonstrava em suas obras, e cada vez mais a odontologia está usando indiretamente estes recursos através da análise facial. O padrão de beleza apesar de na maioria das vezes ser descrito como subjetivo, tem sido evidenciado ao contrário, de forma palpável, onde a perfeição está diretamente relacionada ao equilíbrio das partes; não esquecendo das características raciais. O que é pouco conhecido infelizmente é a relação do crescimento e desenvolvimento na estética do sorriso e da face, além da complexidade da manutenção da saúde bucal devido à dinâmica do sistema estomotorrinoglossofaringeo-gnático. Os indivíduos são programados geneticamente para terem características faciais ideais, ou seja, próximos da perfeição, salvo os casos com alterações congênitas ou traumas.  A partir do nascimento os fatores epigenéticos (fenótipo) começam a atuar. A amamentação materna tem um papel fundamental na preservação do equilíbrio, pois além dos fatores afetivos, imunológicos, tem a função de estimular a respiração nasal, e o posicionamento ideal da língua associado ao selamento labial natural que é responsável pelo equilíbrio do desenvolvimento tridimensional das estruturas faciais, e tem uma atuação direta principalmente do terço médio da face (maxila) e da região nasal, colaborando no desenvolvimento das bases ósseas superior e inferior, no desenvolvimento do processo alveolar e conseqüente posicionamento dentário.

A respiração nasal possibilita que o ar seja aquecido, umidificado e purificado, desta forma chegando aos pulmões na temperatura e umidade ideal, e ausentes de microorganismos e impurezas, portanto possibilitando um melhor aproveitamento e consequente oxigenação das estruturas sem sobrecarga do sistema cárdio-pulmonar. Cada órgão do nosso organismo deveria ter a capacidade de funcionamento próximo dos 100 % e isso na maioria das vezes não acontece, acabando atingindo a maturidade precocemente, levando a alterações morfológicas, dimensionais e principalmente do ponto de vista fisiológico. Este comprometimento funcional inicialmente local acaba refletindo em muitas outras estruturas do corpo mesmo a distância, havendo posteriormente a potencialização dos mesmos.  A atividade neuro- muscular é responsável pelas características estruturais dos tecidos duros (osso) e adjacente a estes temos os tecidos moles (e tegumento) que o revestem e exteriorizam a conformação do rosto, por exemplo (vista frontal e do perfil), ou seja, a macroestrutura, onde existe um arcabouço ósseo, constituído por pilares, vigas e arcos que dão esta pré-conformação e unido a estes temos as paredes ósseas, dando origem portanto a arquitetura facial que, assim como na construção civil fornecerá medidas angulares e lineares que variam de acordo com o padrão de crescimento facial. Aos oito anos de idade 60 % de todo o crescimento e desenvolvimento dento-oro facial já ocorreu, daí a importância do diagnóstico, tratamento e manutenção das condições funcionais na: respiração, deglutição, mastigação e fonação; sendo que qualquer alteração numa das partes traz reflexo na(s) outra(s) num maior ou menor grau, dependendo da idade e da resposta biológica do hospedeiro, da cronicidade, freqüência e duração do problema.

Os problemas ortopédicos faciais acometem grande parte da população, ou seja, a maioria das pessoas possui a fisionomia para a qual não foram programadas geneticamente; conseqüentes das discrepâncias ósseas que podem ser: sagitais, transversais e verticais (3 D), e na maioria das vezes estão associados entre si, repercutindo diretamente na anatomia e posicionamento espacial das bases ósseas (maxila e mandíbula), do processo alveolar superior e inferior (posição, inclinação, anatomia e densidade) e posicionamento dentário (alinhamento e nivelamento), além das características do fenótipo periodontal (micro estrutura óssea) e características dos tecidos moles (espessura e altura da gengiva queratinizada) . Como os dentes já têm tamanho e formato estabelecidos, necessitam de perímetro compatível na arcada para sua acomodação fisiológica. A falta de espaço é mais comum, e o tratamento utilizando técnicas ortodônticas convencionais dependendo da idade e resposta tecidual pode ser comprometedora; muitas vezes este tecido já tem um comprometimento, pela dificuldade de higiene local, pela influência da microbiota oral (pH) e constante inflamação; nos casos onde o alinhamento e nivelamento puro é realizado dependendo da discrepância ósseo-dentária, os resultados são conseguidos pela movimentação mecânica  cuja resultante normalmente é vestibular por inclinação  e nem sempre de corpo, levando ao rompimento desta cortical cervical,  e portanto a recessão gengival num segundo momento, principalmente nos anteriores. Ocorre redução do metabolismo tecidual Peri-radicular devido à alteração axial dos dentes e sua conseqüente absorção das forças mastigatórias, pela diminuição da zona de nutrição do mesmo no osso medular (microtrincas) e conseqüente remodelação óssea. A região do novo contato interproximal nos dentes que não sofreu o processo de maturação fisiológica (desgaste interproximal para área de contato e na oclusal redução da inclinação das cúspides) é caracterizada por ponto de contato dependendo da anatomia interproximal, que leva ao aumento da distancia interproximal e também da altura da crista óssea alveolar ao ponto de contato, podendo comprometer a saúde papilar, além da instabilidade do posicionamento dentário. Já a sua redução através dos desgastes interproximais pode levar ao estrangulamento da papila e diminuição da zona de nutrição radicular e conseqüente perda da altura da crista óssea e alteração da fisiologia do periodonto.

Aproximadamente aos 12 anos de idade a permeabilidade aérea na região de naso e orofaringe normalmente torna-se aceitável pelo próprio crescimento das estruturas anatômicas adjacentes, além do adolescente tornar-se mais resistente as infecções e inflamações respiratórias. Parte das funções são restabelecidas, mas as alterações esqueléticas e faciais são mantidas, além do hábito de ficar com os lábios entreabertos (incompetência mandibular e labial).

Outros fatores que podemos relacionar com os problemas ortopédicos faciais:

– mal posicionamento de terceiros molares (inclusos ou semi-inclusos) e risco cirúrgico

– facetas de desgastes

– disfunção têmporo-mandibular (DTM)

– mastigação desequilibrada

– problemas estomacais devido a deficiência mastigatória

– problemas com o sono

– interferência no crescimento estatural (síntese do GH)

– déficit de aprendizagem (grau de concentração e assimilação do que foi aprendido)

– hiperatividade e hipoatividade

– ronco e apnéia do sono (SAOS)

– pode gerar problemas conjugais

– desempenho sexual

– derrame (AVC) e enfarto do miocárdio (longevidade)

– qualidade de vida a curto, médio e longo prazo

– predisposição a cárie e problemas periodontais

– prejuízo estético dos dentes pelo esbranquiçamento do terço incisal (desidratação)

– alteração da voz, podendo se tornar nasalizada, além do timbre, pois as estruturas adjacentes (seio maxilar) colaboram na acústica.

– alteração da inclinação da cabeça e pescoço em relação à coluna, visando favorecer a entrada de ar pela boca e conseqüente alteração estética postural,

– os ombros tornam se enrolados (projeção anterior e medial),

– predisposição de problemas ortopédicos médicos (escoliose, cifose e lordose), cujas compensações das cadeias musculares normalmente levam a alterações em outras regiões do nosso organismo devido à mudança do centro gravitacional.

– características fisionômicas da população de determinada região (teoria vlm)

– prejuízo nas atividades físicas

– etc…..

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